quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O efeito das cores no cérebro humano – pensando no neuromarketing

Apesar de estar em estado inicial de estudo, especialistas acreditam no potencial do neuromarketing para revolucionar a maneira como as marcas, produtos e serviços se relacionam com o seu público. Nesse sentido, as pequenas e médias empresas podem se beneficiar dessas iniciativas e planejar mudanças para atingir o seu consumidor.

Achei muito interessante um estudo realizado pelo especialista Alex Born, que, através dos resultados de seus experimentos, mapeou como o cérebro reage a cada cor.

  • AZUL – Parte do cérebro: Córtex Pré-Frontal

EFEITO: Em tom escuto relaciona-se ao poder. Mais claro, provoca sensação de frescor e higiene. Está ligado a produtividade e sucesso.

  • LARANJA – Parte do cérebro: Sistema de recompensa – responde pelo prazer e necessidade de repetição da experiência prazerosa.

EFEITO: Mudança, expansão e dinamismo.

  • AMARELO – Parte do cérebro: Sistema de Recompensa.

EFEITO: Passa a mensagem de transparência nas negociações ou no objetivo do lucro. Combinada com outras cores significa credibilidade.

  • ROSA – Parte do cérebro: Área Tegmentar Ventral – controla a sensação de recompensa pela saciedade de fome, sede e sexo.

EFEITO: Um tom claro dá a ideia de inocência. O tradicional, feminilidade e rompimento de preconceitos. O pink, o desejo de iniciar ações individuais.

  • CINZA – Parte do cérebro: Putâmen – regula a distribuição de dopamina, um neurotransmissor relacionado à sensação de prazer. Ínsula – coordena as emoções.

EFEITO: É a expressão de neutralidade. Pode significar indecisão ou ausência de energia.

  • VERDE – Parte do cérebro: Córtex Pré-Frontal – ligado às decisões, pensamento abstrato e criativo, respostas afetivas e capacidades para conexões emocional e julgamento social.

EFEITO: Remete à natureza. Transmite frescor, harmonia e equilíbrio. Reforça a ideia de ponderações e coerência.

  • MARROM – Parte do cérebro: Sistema Límbico – estrutura interna que responde pelas emoções.

EFEITO: É uma cor pesada. Sugere conservadorismo.

  • BRANCO – Parte do cérebro: Córtex Cerebral Esquerdo – responsável pelo pensamento lógico e pela competência comunicativa.

EFEITO: Sugere pureza. Cria impressão de luminosidade. Transmite ideia de frescor e calma. Combinado com outras cores proporciona harmonia.

  • ROXO – Parte do cérebro: Pólo Frontal – ligado ao planejamento de ações e de movimento e ao pensamento abstrato.

EFEITO: Pode remeter a mistério. Também se relaciona a calma e sensatez.

  • VERMELHO – Parte do cérebro: Amígdala e Núcleo Accumbens – estrutura ligada ao prazer.

EFEITO: Emoção, dinamismo, sexualidade, virilidade e masculinidade. Em relação ao consumo pode estimular, no caso de alimentos, ou evitá-los (objetos e lazer).

  • PRETO – Parte do cérebro: Amígdala – regula comportamento sexual, agressividade, medo e memória emocional.

EFEITO: Sugere mistério, curiosidade ou superioridade, além de nobreza e distinção.

Considerando os resultados deste estudo, a MCA Eventos repaginou tanto as peças de divulgação quanto a ambientação de seus treinamentos corporativos após a consultoria de Born. No caso dos antigos folders, o vermelho adotado poderia remeter aos extremos, podendo rejeitar ou estimular o consumo. Então, a agência redefiniu os folhetos e incorporou uma mescla de preto, verde e azul, para estimular a curiosidade. Voltando ao caso da MCE, em eventos de liderança, a empresa usava na decoração apenas cores básicas, agora utiliza uma mistura de verde com dourado, combinação que atinge uma área do cérebro relacionada à sensação de sucesso. Carlos Pena, gerente comercial da MCA, acredita que os resultados da utilização dessas cores foram responsáveis por 50% do crescimento obtido nos últimos dois anos.

Contudo, existem vários estudiosos que ainda estão bastante céticos com a eficácia do neuromarketing. Segundo Marcos Campomar, coordenador do curso de Marketing da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), há uma distância entre os resultados colhidos no laboratório e a prática, visto que o comportamento de uma pessoa numa câmara de ressonância magnética talvez não seja o mesmo daquela no supermercado, pois a cultura do local também influencia as decisões.

Considerando a cultura local, no caso do Rio Grande do Sul, acredito que um exemplo banal e talvez exagerado seja o caso dos times de futebol, onde o Estado, basicamente, divide-se entre Grêmio (predominantemente azul) e Internacional (vermelho). Portanto, devido à forte paixão, a percepção quanto as cores citadas tende a ser diferente quando analisada na ótica de um gremista e de um colorado. Podendo remeter, inclusive, a sensação de raiva e desprezo, quando relacionada à cor do time que não é de seu apreço. Nesse sentido, exemplifico lembrando que alguns outdoors da Coca-Cola, localizados no estádio do Grêmio, estão em preto, branco e azul, ao contrário do seu tradicional vermelho (imagem abaixo).

Deste modo, acredito que este tipo de estudo, assim como as tradicionais pesquisas de opinião, devem servir apenas de auxílio às ações de marketing e não tomadas como verdades absolutas, principalmente em função da questão cultural ser diferenciada em cada cidade, estado ou país.

Fonte: http://floresgabriel.wordpress.com/2010/10/

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sim, seus clientes assistem ao YouTube

Algumas dicas para que você e sua empresa não fiquem para trás na era visual

O YouTube ganhou mais espaço nos últimos anos. Até maio de 2008, os usuários faziam upload de 13 horas de vídeo por minuto. Um ano depois, este número saltou para incríveis 24 horas por minuto. Em maio de 2010 o site ultrapassou a média de 2 bilhões de acessos por dia.

Com tantos vídeos na web, é importante que sua empresa se destaque também neste meio. Para isso, o conteúdo deve ser interessante, informativo, ou até mesmo as duas coisas. Então, o que fazer para aproximar-se do público?

Vídeos tutoriais
Vídeos educacionais e explicativos são populares no YouTube. O site tem uma seção inteiramente dedicada a tutoriais de todos os tipos.

Faça reviews
Fale sobre seus produtos, acessórios e serviços. Explique para que servem e como funcionam. Pergunte a si mesmo, o que os clientes gostariam de saber?

Tire dúvidas
Crie vídeos que respondam as perguntas mais frequentes sobre seus produtos e serviços.

Aproxime-se do público
Conte um pouco sobre sua empresa, seu negócio ou sua comunidade. O YouTube existe na intersecção entre conteúdo profissional e social. Geralmente, o pessoal é mais atrativo. Qual é a história do seu negócio? De seu produto? Como você moldou sua comunidade?

Apaixone!
Faça com que o público se identifique com seu trabalho. Crie conteúdos que cativem seus clientes, ao invés do tradicional papo de vendedor.

Acompanhe no BlogPress! mais dicas para conquistar público no YouTube.

Fonte: animoto.com

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ações que tranformam o simples no incomum!


No "DIA NACIONAL DO COMBATE AO FUMO" (29 de ago) a agêngia Shoot The Shit transformou pilares de estacionamento em petições de salvamento à vida!

Ações assim deveriam ser adotadas sempre. Tanto pelo lado criativo, por adotar atributos simples de um cenário comum e transformá-lo em "sala de exposição", quanto ao apelo a vida.

Que tal dar uma olhada
nas datas comemorativas do mês e
sair por ai montando
a sua própria "exposição"?!


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Carl Warner

O fotógrafo londrino Carl Warner vai um pouco além da fotografia tradicional. Para lá de belas fotos de pessoas e até animais, o que mais chama atenção é a sua incrível invenção envolvendo alimentos.
Sim, com muita criatividade e bastante técnica, a série “Foodscapes“, um jogo de palavras que resume bem este trabalho, é uma saborosa sequência de paisagens usando alimentos.
Os verdureiros e vizinhos já sabem que a escolha de alimentos é criteriosa e ele perde horas entre rabanetes, brócolis e outros. Para conseguir os efeitos desejados, a produção é realizada em etapas, para evitar que nada murche antes do fim da fotografia.
Delicie-se!

Nesta foto as árvores são feitas de brócolis tendo ervilhas como frutos. A estradinha é de cominho, a grama não passa de ervas e pães fazem o papel de montanhas, tendo ao fundo, nuvens de couve-flor!

A área rural italiana usa ingredientes que dariam uma boa refeição típica: árvores de pimentão, campos de macarrão, carro de lasanha e um vilarejo feito de queijo ao fundo.

A impressionante imagem desta cena de caverna e água usa pães, ervilhas e uma vegetação subaquática de couve-flor que é um show.

Que tal este cena de pôr-do-sol, onde o mar é feito de fatias de salmão por onde navega calmamente um barquinho feito com a vagem de ervilhas? Para completar, pães e batatas criam rochas perfeitas.


Fonte: http://obviousmag.org/archives/2008/02/carl_warner.html#ixzz0ZEIdQSVs

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A contribuição da Publicidade e Redes Sociais nas Eleições 2010




Estamos chegando à reta final destas eleições. Será que já dá para responder se a disputa, agora equipada com as Redes Sociais, foi fail ou epic win?

Essencialmente, não mudou muita coisa. Independente de quem seja eleito, não teremos um novo “efeito Obama”, como já era esperado, mas pelo menos os candidatos estão prestando mais atenção às opiniões dos eleitores manifestadas em tweets, posts e outros meios de expressão na web.

Apesar, do número de internautas brasileiros não parar de crescer, ainda é muito tímido para influir no resultado das eleições e nas estratégias de marketing dos partidos. O que vimos foi o feijão com arroz praticado há décadas: santinhos distribuídos na rua, placas com layouts duvidosos poluindo o visual das ruas e o horário eleitoral gratuito.

Apesar do cenário apresentado na publicidade eleitoral ser mais do mesmo, pode-se comemorar algumas coisas que mudaram graças à internet. Alguns candidatos, principalmente os que querem ser deputado, estão fazendo questão de exibir que é “ficha limpa” (algo que não deveria ser diferencial e sim obrigação) e temos meios de verificar se isso é verdade. Além disso, muita gente tem se mobilizado para alertar às pessoas via Twitter e e-mail que votar em um comediante para deputado não é “voto de protesto” e sim contribuição para a velha estratégia de colocar celebridades na disputa para eleger o maior número possível de políticos da legenda.

Nessas eleições da Era das Redes Sociais, os candidatos serão eleitos com a ajuda de milhões de pessoas que ainda não tem acesso à internet, mas está claro que esta mídia será cada vez mais importante no futuro na hora de decidir o voto. E esse fato já pode ser considerado uma grande vitória.

PS: para mim, as eleições seriam mais justas se o candidato a deputado não tivesse direito a levar mais pessoas para a Câmara. Também seria muito bom se cada candidato fosse obrigado a registrar em cartório as suas promessas de campanha. Caso não as cumprisse em determinado período do mandato, sofreria Impeachment.


Fonte:http: //blogcitario.blog.br/2010/09/a-contribuicao-da-publicidade-e-redes-sociais-nas-eleicoes-2010/

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tipos de Cliente

O Cliente é a razão de viver de qualquer agência de publicidade. Afinal, ela existe para resolver os problemas de comunicação da empresa e torná-la conhecida para o mercado e seus consumidores. Logicamente, muitos empresários têm consciência da sua importância e, como todo ser humano, comporta-se de maneiras diferente diante da equipe que ele contratou para criar e veicular suas campanhas. A seguir, vou listar alguns tipos que trabalho ou trabalhei.

O ansioso

Esse Cliente confia no trabalho da agência, mas desconfia que ela seja capaz de entregar a campanha no prazo estipulado. Por isso, liga de hora em hora para saber se o anúncio está pronto, se o outdoor vai sair no dia certo ou se o comercial não está demorando na finalização. Isso acontece mesmo que a campanha anterior tenha saído sem nenhum problema.

O dono da agência

Quando o Cliente sabe que é o maior anunciante, geralmente ele começa a dar opinião no trabalho dos criativos, enlouquecendo a agência. Às vezes, ele chega de surpresa e senta ao lado do diretor de arte para opinar sobre o tamanho do logotipo, depois confere os títulos e textos do redator e “sutilmente” sugere a sua própria idéia. Mas no final, a campanha sai com a marca da agência.

O “bonzinho”

O prazo está apertado e as peças só ficarão prontas no dia seguinte? Pode remarcar a apresentação sem problemas. Geralmente aprova tudo “de primeira”. É um tipo muito raro, mas pode ser um lobo em pele de cordeiro. Ele dá mais liberdade para trabalhar, mas se a campanha não gerar resultado, será o primeiro a apontar o dedo e até ameaçar trocar de agência.

O “difícil”

Para não dar o braço a torcer, sempre tem algo para mudar nas idéias apresentadas, mesmo que seja apenas uma cor utilizada no texto. Depois de muitas “refações”, ele não se dá por satisfeito, mas como o prazo está acabando chega à conclusão que a segunda idéia era mesmo a melhor.

O terrorista

Está sempre insatisfeito com trabalho apresentado. A cada reprovação, resolve dar uma de Osama Bin Laden e ameaçar a soberania da agência informando que “da próxima vez” vai chamar o seu próprio “designer” para fazer todo o trabalho por um “preço melhor”. Claro que ele nunca cumpre essa promessa, pois sabe que quem sairá perder é a sua própria empresa.

O negociador

Está no DNA do brasileiro sempre dar a tradicional “choradinha” e na publicidade não é diferente. O Cliente sempre acha que o serviço tá caro e pergunta se não tem como dar um desconto. Quando vê a sua oferta recusada, ameaça virar o terrorista, mas isso pode ser evitado com bons argumentos.

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É claro que essas características são variáveis e, às vezes, o mesmo Cliente tem um pouco de cada tipo. Por isso, acredito que não há solução definitiva para evitar esse comportamento de quem paga para ter criatividade nas campanhas. O jeito é achar caminhos para diminuir os efeitos nocivos que isso pode ter no trabalho.


Fonte: http://blogcitario.blog.br/2010/09/tipos-de-cliente/

Esporte é pouco explorado pela propaganda, diz Alexandre Gama

Dono da Neogama/BBH, Alexandre Gama se juntou a outros empresários em empreitada de olho na Copa do Mundo e Olimpíadas, no Brasil em 2014 e 2016. O resultado foi o nascimento da Sport Strategy, empresa que surge para entender o esporte como "ferramenta de marketing e comunicação".

Passado o furor do lançamento, ele falou ao Adnews sobre como pretende fazer a Sport Strategy ser a solução ideal para as marcas. Entre previsões e planejamento, Gama acredita que falta “estratégia e criatividade” neste mercado e que tudo ainda é muito “tático e reativo”.

Confira abaixo o bate-papo:

- O mercado de esporte é bem explorado pelas agências e anunciantes no Brasil?

Não, não é. Tudo ainda é muito tático, oportunista e reativo por parte dos dois lados. Por isso criamos a Sport Strategy. Ela foi pensada por um ano e meio para ser a resposta planejada e sob medida para responder à necessidade desse momento único no Brasil.

- O que prever do ponto de vista tecnológico? Qual mídia será o destaque para Copa e Olimpíadas?

A questão não é de meio, mas de mensagem, de conteúdo. O que falta é estratégia e criatividade. E é isso que nós podemos e iremos aportar através da Sport Strategy. As mídias serão todas, mais a criação de novas, pensadas especialmente para o universo do Esporte.

- Como vai funcionar a parceria com agências?

A Sport Strategy não é uma agência. Ela não agencia espaço, nem esportistas, nem nada. Ela é uma empresa de criatividade e estratégia com foco na marca através da ótica do Esporte. Nesse sentido, ela pode trabalhar com qualquer agência ou empresa no momento da execução da estratégia criada. A ideia é de que se Esporte é corpo, a Sport Strategy seja a cabeça, ajudando esse corpo a se mover na direção certa para a marca.

- Qual o potencial das Olimpíadas e Copa do Mundo em termos de verba para a propaganda? Quanto vai gerar?

Não há limite. O potencial é enorme. Mas o que vai determinar o aproveitamento desse potencial são as estratégias e ideias criadas especialmente para o momento. É isso que vai separar os oportunos dos oportunistas, os estratégicos dos meramente táticos. Há tanta coisa criada e pronta para ser implantada no nosso plano geral de ações que vejo faltar dias nesses próximos 6 anos para colocarmos tudo em prática.

Por Marcelo Gripa

Dani